segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

DEUS

Dono da minha vida
Especial pra mim.
Unico em todas as rimas
Sempre, até o fim.

Dai-me a tua graça,
Estou no jardim.
Ungido, vou a tua casa.
Serás meu jasmim.














Dias já se passaram
E estais aqui
Usando tua vontade
Serei feliz.

Deus vem e fala,
Estou a te ouvir.
Usa-me, renova-me.
Selarei com o meu: Sim.

domingo, 20 de novembro de 2011

Meu milagre

O meu anjo dourado.
Resolveu me deixar.
Longe, no outro lado,
É onde vou encontrar.

O meu anjo dourado
Disse que ia voltar.
Como a primavera,
Com suas flores tão raras.



Como a um inverno
Como chuva a desabar.
Como a um milagre
Operado, por meu Pai.






Você é meu milagre.
A parte que faltava em mim.
O melhor que eu tenho aqui.
Você é um milagre.


Você é meu milagre.
Rosa pura sem espinho.
Um arco íris a brilhar.
O milagre, está em ti.





Como poderei viver
Sem um anjo em minha vida.
Como sobreviverei
Sem milagres no meu dia.




Como me recuperar
Se você nunca voltou.
Se você nunca voltou,
Pra me amar!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dentro dos meus Poemas

Dentro dos meus poemas.
Guardo um grande segredo.
Quem eu amo.
Pra quem os faço.
A quem os dedico.
A quem agradeço.

Dentro dos meus poemas
Me encontro com um certo alguém
Esqueço de todo o mundo
De tudo faço questão de esquecer.


Dentro dos meus poemas
É fácil te encontrar
Não preciso fugir, nem sonhar.
Te tenho em pequenas e rimadas cenas.

Dentro dos meus poemas
Te vejo, te toco, sinto teu cheiro.
Dentro dos meus poemas
Simplesmente, te amo, te tenho.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Meu Segredo

Você é o meu segredo
O meu beijo proibido
Você é o meu desejo
O motivo da minha libido.

Você é meu segredo
E ninguém irá saber
Em meus poemas te descrevo
Mas ninguém consegue ver.


Estou tão próxima, de você.
Estou tão próxima, de você.
Mas ninguém consegue ver.
Nem você consegue ver.

Você é o meu segredo
E você não ira notar
Vou te escrever
E você irá se perguntar

Você é o meu segredo
Mas não consigo disfarçar
Toço pra você perceber
Pois eu não vou falar.

sábado, 30 de julho de 2011

Pensando em Nada


Pensando que estou pensando em nada.
É o momento que estou pensando em tudo.
Sentindo que não estou sentindo nada.
É o momento que estou sentindo tudo.






Sempre as mesmas músicas cantadas.
Todo dia o mesmo plano.
Eu já vi a madrugada.
Mas nunca te tive nos meus sonhos.






Já me disseram: — tudo passa.
Mas meus poemas dizem não.
Mas se esse amor, ao invés, repassa.
Tenho medo que tudo tenha sido em vão. 







           
Sempre a mesma madrugada.
Todo noite os mesmos sonhos.
Eu já te sentir em músicas cantadas.
Mas nunca te tive nos meus planos.





Nada faço, só guardo.
Bem lá no fundo, não repasso.
Se nada faço, então parto.
Não preciso ir longe, só disfarço.



Já disse




Já disse, não sou assim.
Deixe-me ir.
Deixe-me ir rumo a fora.
Deixe-me quieta aqui





Não quero te ouvir.
Mas quero você perto de mim.
Não quero te ver partir.
Mas sei que não pode ficar aqui.



.

Já disse, sou assim.
Não me deixe ir.
Não me deixe ir rumo a fora
Não me deixe sozinha aqui.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fingindo também


Estou pensando em desistir
Estou pensando em sair daqui
Estou pensando em fugir de ti..
Estou pensando em não chegar até o fim.

 


Mas como diz o autor
“O poeta é um bom fingidor,
Fingi tão bem.”
Eu estou fingindo também.






Não irei desistir
Nunca deixarei você aqui.
Não irei desviar de ti
Conseguirei chegar ao além-fim.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

VOU

Hoje vou jogar tudo fora
Tudo que não presta,
Tudo que não me eleva
Tudo que não traz aquela ótima sensação.

Vou sair rumo a fora
Vou a um lugar que me disperte
Que me eleve
Que me traga compaixão.

Vou contar as horas
Para que você retorne
Pra que você devolva
O meu solitário coração.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mundo Bom

Como seria bom se as pessoas entendessem o Amor.
Se um pôr do sol fizesse com que as pessoas não fossem embora.
Se não precisássemos competir a toda a hora.
Como seria bom se pudéssemos viver sem essa dor.

Se não houvesse guerras,
E nem religião.
Se não existissem feras.
Se só existisse compaixão.

Se fosse só Deus
E nossa eterna gratidão?
Se fosse só você e eu
Sem impedimentos da razão?

Como seria bom um mundo com o seu olor.
E se a Lua pudesse literalmente iluminar os nossos caminhos.
Como seria bom um mundo cheio de Amor.
E que a Noite pudesse realmente nos dar carinho.

Quem sabe se criar-mos poemas como Salomão.
Ou se soltássemos tudo em um grito.
Quem sabe se tivéssemos amado como Tristão.
Ou se simplesmente, amassémos a Cristo.

Isso sim, seria um mundo BOM!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Dentro de Mim


Dentro de um ônibus.
Dentro de mim mesma.
Escuto teu canto
Vejo sua fé.


Dentro de mim.
Dentro desse mundo ruim.
Vejo em você.
Um ser que aumenta minha fé.


Me ensine a rezar.
Me ensine a me encontrar.
Me diga, como Deus, eu posso enxergar.
Me ensine, como eu não mais negar.



Diga que entenderá.
Prometa que sempre irá voltar.
Dê-me um sinal de que está a enxergar.
Dê-me um sinal de que compreenderá.

domingo, 15 de maio de 2011

Peixes e Touro

Saiba que é minha inspirarão.
Saiba que faço a mais perfeita canção.
Porém, uso a razão, meço as palavras.
Esqueço tudo, só não esqueço a tua chegada.

Quero esquecer teu signo.
Esquecer essa harmonia.      
Quero esquecer que somos peixes e touro.
Esquecer essa sintonia.

Já não queria escrever,
Mas meu espírito tem que sair daqui.
Não queria perceber,
Mas tudo acontece aqui, dentro de mim.

sábado, 14 de maio de 2011

Desenho


Quem nunca quis ser um desenho
E de tudo poder escapar.
Poder pular e voar
Cair e não se machucar.





Quem nunca quis ser um desenho                       
E de tudo poder fugir.
Cavar um buraco no chão
Ir para o outro lado do mundo, para o Japão.  



Queria ser um desenho.
Ter cada fio de cabelo no lugar.
Queria ser um desenho
Encontrar um par perfeito para amar.



Quero ser um desenho
Ter um bichinho de estimação pra falar.
Ir para outros mundos, me aventurar.
Quero ser um desenho, alguém comece a me desenhar. 

Oh Lua!

A Lua me falou seu nome,
Mas eu não soube o que fazer.
Minha inspiração foi embora
Me deixando sem nada a perder.

A Lua não costuma me sussurrar nomes,
Por isso não soube o que fazer.
Meu espírito foi-se caminho a fora
Deixando-me com meus medos, com minha falta de fé.


Oh Lua, me diga o que ela quer ouvir.
O que ela quer de minha pobre criação?
Quer seu brilho, sua luz, minha oração?
Oh Lua, me diga o que ela quer exatamente ouvir.

Oh Lua, não se vá antes de me inspirar.
Me diga que versos, que rimas usar.
Oh Lua fique, fique pra iluminar o caminho de volta,
Sabes que não posso retornar, sem um poema pra ela levar.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Relógio do Amor

Cada segundo que o relógio marca, é contado por um louco apaixonado. Quando os minutos teimam em passar, transformando-se em horas, e as horas se tornando dias, mais o relógio do amor, parece ficar enferrujado.
Tic-tac, tic-tac… e é assim que a vida passa e o tempo se dissipa, e com o passar desse tempo, o que mais aprendemos é que o relógio nunca atrasa, geralmente, quem atrasa é a gente. Nos atrasamos por achar que existe a eternidade, por pensar que podemos controlar o mundo, por achar que podemos planejar o futuro.
Mudar, se transformar, não é necessariamente uma decisão nossa. Seu olhar, seu sorriso, sua pele, jamais poderei vê-los de novo da mesma forma, com a mesma intensidade, com a mesma vontade. Decisão essa que tomei não pelo meu querer, na verdade nunca é pelo nosso querer. As circunstâncias nos levam a tomar tais decisões, a de ficar com uma amizade e esquecer um amor que realmente nos afeta de verdade.
Não precisamos ouvir “nãos” para sabermos que alguns amores simplesmente não podem acontecer. Às vezes precisamos apenas conviver alguns instantes com aquela pessoa, e aí percebemos que não é amor, não da sua parte, mas sim da parte dela. E não é preciso palavras para dizer isso, apenas o olhar! É o olhar, que começa o amor e é com o mesmo olhar que se percebe que o amor acabou, ou que ele nem se quer começou.
Mas o tempo não pára, ele não dá trégua, mesmo estando feridos, mesmo que não possamos continuar a conviver, a sobreviver, mas o relógio passa, deixando mais próximo da hora que vou ter que encarar você.
O amor tem seu tempo, às vezes nos precipitamos, nos apresamos, mas às vezes nos atrasamos, por medo, por receio, por não saber como dizer, e de não saber como as coisas vão ficar.
E como as coisas vão ficar? Como eu vou continuar a te encontrar? E como vou conseguir escutar as suas histórias de amor? Esse é o meu preço a pagar, por ter escolhido não te contar, por me satisfazer com sua amizade, por sentir, por mais que isso me doa, por sentir bem lá fundo que você não me ama do jeito que eu amo você.
O relógio do amor marca o tempo como os outros relógios normais, ele não pára, não atrasa, não volta pra trás, e sempre tem a hora certa de alarmar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Duas Vidas

Dois corpos frágeis
Numa linda cama
Uma fingi que engana
Outra fingi que não ama.

Duas vidas juntas
Numa sala escura
Fazendo juras de amor
E resistindo às loucuras.


Dois pares de olhos
Que se cruzam como os ponteiros de um relógio
Dois corpos que se batem
Fingindo que nada sabem.

Duas almas que reencarnam
Lutando por um amor de verdade
Lutando para que essa vida
Seja a vida escolhida.

Pra amar até o fim
Pra tentar virar eternidade
Para as duas vidas se juntarem
E em apenas uma vida se tornarem.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Novamente: Dias de Chuva

    Todo o ano é a mesma coisa. Chega janeiro, e os pingo de chuva caem todas no chão, não me deixando descansar em meu travesseiro, não me deixando parar quieta no colchão. Tudo é um belo motivo pra pensar em você, o cheiro, o frio, a falta do que fazer. Mas sinto um alivio, sabendo que com esse dia, com sua imagem que não paro de ver, de que isso, isso! Me dar inspiração para escrever.
    Ouço as crianças correrem na rua, aproveitando a água que cai, como muitas vezes fiz, como muitas vezes, aquela incrível liberdade eu senti. Senti aqui, bem perto de mim, sentimento que agora, não encontro, mesmo fugindo das coisas que não me deixam dormir.
    Queria novamente, correr para rua em dias de chuva. Queria agora, no auge de minha juventude, em dias de chuva, tocar tua pele nua. Quero um dia, em minha vida adulta, parar e simplesmente ver o belo dia de chuva passar, na varanda de minha bela casa que pretendo um dia comprar. Quero na minha confortável velhice, olhar para chuva e ver que o mundo foi muito bondoso comigo, que minha vida molhou e secou muitas vezes. Que houve dias em que o tempo fechou e só havia trovões, mas que houve dias em que o sol raiou e só o arco-íris fluía.
    Nesses novos velhos dias de chuva, sentir tua falta é a única coisa que não é nova aqui, em todos os verões, em todos os outonos, nas primaveras e nesses obscuros dias de chuva, você é que me faz sempre refletir. Você me faz sorrir, mesmo não estando aqui, me faz chorar, mesmo não querendo me magoar. Me transforma em poeta, quando está a me amar, me transforma em um poeta melhor ainda quando está a me odiar.
    Novamente: — Dias de chuva! E eu estou a esperar a chuva passar, o vento cessar, os trovões pararem, para a minha vidinha eu retomar e o meu amor por você eu continuar a guardar dentro de um segredo, um grande segredo que não posso contar. Mas, rezo, peço, quero que nos próximos dias de chuva você esteja aqui comigo vendo mais um dia de chuva passar.